segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Palavra de Vida - dezembro - com fotografias
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Palavra de Vida - dezembro - com desenhos
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sábado, 1 de dezembro de 2012
Palavra de Vida - dezembro
«A quantos O receberam, (…) deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1, 12)
Escrita em 1998 (1)
Esta
é a grande novidade que Jesus anunciou e ofereceu à humanidade: a
filiação divina. Tornar-se filhos de Deus mediante a graça.
Mas
como e a quem é dada esta graça? «A quantos O receberam» e a quantos O
hão de receber ao longo dos séculos. É preciso recebê-Lo na fé e no
amor, acreditando em Jesus como nosso Salvador.
Mas tentemos compreender mais profundamente o que significa ser filhos de Deus.
Basta
observar Jesus, o Filho de Deus, e a sua relação com o Pai: Jesus
invocava o seu Pai como no “Pai-Nosso”. Para ele o Pai era “Abbá”, ou seja, o paizinho, o papá, a quem se dirigia com tons de infinita confidência e de extremo amor.
Mas,
já que tinha vindo à Terra por nossa causa, não se limitou a estar só
Ele nessa condição privilegiada. Ao morrer por nós, redimindo-nos,
tornou-nos filhos de Deus, seus irmãos e suas irmãs, e deu-nos, também a
nós, mediante o Espírito Santo, a possibilidade de sermos introduzidos
no seio da Trindade. De maneira que também nós podemos usar aquela Sua
divina invocação: «Abbá, Pai!» (2),
ou seja, “papá, meu paizinho”, nosso paizinho, com tudo o que isso
representa: certeza da sua proteção, segurança, abandono no seu amor,
consolações divinas, força, ardor. O ardor que nasce no coração de quem
tem a certeza de ser amado.
«A quantos O receberam, (…) deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus».
Aquilo que nos une a Cristo e nos faz ser, com Ele, filhos no Filho é o batismo e a vida da graça que recebemos com o batismo.
Nesta
passagem do Evangelho está também referido o dinamismo profundo desta
“filiação”, que se deve atuar dia após dia. Com efeito, é necessário
«tornar-se filhos de Deus».
Tornamo-nos,
crescemos como filhos de Deus, quando correspondemos à Sua oferta,
vivendo a Sua vontade, que está toda concentrada no mandamento do amor:
amor a Deus e amor ao próximo.
Receber
Jesus significa, pois, reconhecê-Lo em todos os nossos próximos. E
também eles poderão ter a oportunidade de reconhecer Jesus e de
acreditar n’Ele se, no amor que lhes demonstrarmos, descobrirem uma
parcela, uma centelha do amor infinito do Pai.
«A quantos O receberam, (…) deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus».
Neste
mês, em que recordamos, de modo especial, o nascimento de Jesus nesta
Terra, procuremos aceitar-nos reciprocamente, vendo e servindo o próprio
Cristo uns nos outros.
E
então uma corrente de amor recíproco, de conhecimento e de vida, como a
que liga o Filho ao Pai no Espírito, se instaurará também entre nós e o
Pai, e sentiremos aflorar sempre e de novo nos nossos lábios a
invocação de Jesus: «Abbá, Pai».
Chiara Lubich
1) Publicada em Città Nuova, 1998/22, p. 37; 2) Mc 14, 36 – Rm 8, 15.
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Desafio de novembro
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Palavra de Vida - novembro - com fotografias
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Palavra de Vida - novembro
«Se alguém Me tem amor, há de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada» (Jo 14, 23).
Escrita em 2001 (1)
Esta
frase faz parte de um dos grandes e intensos discursos de despedida que
Jesus faz aos apóstolos. Jesus promete-lhes, aliás, que o voltariam a
ver, porque Ele se haveria de manifestar àqueles que o amam.
Judas
(não o Iscariotes) pergunta-Lhe então porque é que se iria manifestar
só a eles e não em público. O discípulo gostava de uma grande
manifestação externa de Jesus, que poderia mudar a História e seria mais
útil – na sua opinião – para a salvação do mundo. De facto, os
apóstolos pensavam que Jesus era o tão esperado profeta dos últimos
tempos, que haveria de aparecer, revelando-se diante de todos como o Rei
de Israel e, colocando-se à frente do povo de Deus, instauraria
definitivamente o Reino do Senhor.
Mas
Jesus responde que a sua manifestação não iria dar-se de modo
espetacular e externo. Seria uma simples, extraordinária “vinda” da
Trindade ao coração dos fiéis, que se realiza onde existir fé e amor.
Com
esta resposta, Jesus esclarece de que modo ficará presente no meio dos
seus, depois da Sua morte, e explica como será possível estar em
contacto com Ele.
«Se alguém Me tem amor, há de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada».
Portanto,
Jesus pode estar presente, desde já, nos cristãos e no meio da
comunidade. Não é preciso esperar pelo futuro. O templo que contém esta
Sua presença não é tanto aquele feito de paredes, mas o próprio coração
do cristão, que se torna, deste modo, o novo tabernáculo, a morada viva
da Santíssima Trindade.
«Se alguém Me tem amor, há de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada».
Mas
como pode o cristão chegar a tanto? Como pode trazer em si o próprio
Deus? Qual o caminho para entrar nesta profunda comunhão com Ele?
É o amor por Jesus.
Um amor que não é mero sentimentalismo, mas que se traduz em vida concreta e, mais precisamente, em seguir a Sua Palavra.
É a este amor do cristão, verificado pelos factos, que Deus responde com o Seu amor: a Trindade vem habitar nele.
«Se alguém Me tem amor, há de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada».
«… há de guardar a minha palavra».
E quais são as palavras que o cristão é chamado a guardar?
No
Evangelho de João “as minhas palavras” são muitas vezes sinónimo de “os
meus mandamentos”. Portanto, o cristão é chamado a guardar os
mandamentos de Jesus. Mas estes não devem ser entendidos apenas como um
catálogo de leis. É preciso, sobretudo, vê-los todos sintetizados no
mandamento que Jesus ilustrou com o lava-pés: o mandamento do amor
recíproco. Deus manda a cada cristão amar o outro até à oferta total de
si mesmo, como Jesus ensinou e fez.
«Se alguém Me tem amor, há de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada».
E, então, como viver bem esta Palavra? Como chegar ao ponto que o próprio Pai nos vai amar e a Trindade fará morada em nós?
Pondo em prática, com todo o nosso coração, com radicalidade e perseverança, precisamente, o amor recíproco entre nós.
É
nisto, principalmente, que o cristão encontra também o caminho daquela
profunda ascética cristã que o Crucificado exige dele. De facto, é com o
amor recíproco que florescem no seu coração as várias virtudes e é com
este amor que ele pode corresponder ao chamamento da sua santificação
pessoal.
Chiara Lubich
1) Publicada em Città Nuova, 2001/8, p. 7.
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